segunda-feira, 4 de maio de 2009

Fita Métrica

Martha Medeiros

Como se mede uma pessoa?

Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento.

Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.

É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas:
a amizade.

Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto.

É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela,
mas de acordo com o que espera de si mesma.

Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos e clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições?

Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.

Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos.

Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.

Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma.

O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, a beleza, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Quem não quer um emprego destes?

Um sujeito vai visitar um amigo deputado federal e aproveita para lhe pedir um emprego para o seu filho que tinha acabado de completar o supletivo do 1º grau.

- Eu tenho uma vaga de assessor, só que o salário não é muito bom...

- Quanto doutor?

- Pouco mais de 10 mil reais!

- Dez Mil!!!!???? Mas é muito dinheiro para o garoto! Ele não vai saber o que fazer com tudo isso não, doutor!!!! Não tem uma vaguinha mais modesta?

- Só se for para trabalhar na assembléia. Meio período e eles estão pagando só 7 mil!

- Ainda é muito doutor! Isso vai acabar estragando o menino!

- Bom, então tenho uma de consultor. Estão pagando 5 mil reais por mês, serve?

- Isso tudo é muito ainda, doutor. O Senhor não tem um emprego que pagasse uns mil e quinhentos ou até dois mil reais???

- Ter até tenho, mas aí é só por concurso e é para quem tem curso superior, pós-graduação ou mestrado, bons conhecimentos em informática, domínio da língua portuguesa, fluência em inglês e espanhol e conhecimentos gerais. Além do mais ele terá que...

COMPARECER AO TRABALHO TODOS OS DIAS...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Santuário Nacional


Um monumento histórico, uma obra de arte, um palácio moderno, um cartão postal... muitas são as descrições para o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, no Estado de São Paulo. Mas, poucos conseguem retratar e descrever tanta beleza! Sendo católico ou não, você se vê envolvido numa escultura grandiosa, rica e bela que fica difícil não se submeter a seus encantos!

Formosa e bela, também são algumas das descrições para a Mãe de Deus. Ela que ouve o clamor de seus filhos, ora, intercede, alegra, ama, chora e sofre junto e por eles. Muitos são os pedidos, agradecimentos, promessas, orações... muitos os devotos, de perto e de longe, que vêm ao encontro da Mãe que acolhe, ampara, auxilia e ama!

Hoje, faço silêncio. Vou deixar apenas que a imagem do Santuário lhe fale e inspire... a ser uma pessoa melhor sempre, independente de sua religião, raça e cor! Que Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil e nossa Mãe, acolha seus pedidos e os deposite no coração de Deus!

Paz e Bem!

domingo, 8 de março de 2009

Nova estação...


Olhar distante, pensamento solto
A vagar por entre as flores
Mais belas e perfumadas
Numa intensa alegria...

A poucos dias acreditava que
Isso não seria mais possível... e que
As flores que cobriam o chão
Já não tinham mais força
E não ganhariam vida!

Puro engano!
Mera ilusão de um coração
Desacreditado e decepcionado
Por esperar demais a primavera...
Por tecer sonhos que íam sendo desfeitos

No tempo...
Tempo que se foi
Tempo que se está
Tempo que se vai
Tempo que virá
Tempo!

Mais precioso não há!
Vem e prepara um novo outono
Onde se é possível sonhar!
Uma estação rica em frutos
E alegria!

O tempo, o vento...
Levaram pra longe os espinhos
As pétalas secas do meu coração
Acabou! Suspira aliviado!
Tudo que era velho passou...

Mesmo, brotada de uma ferida,
A nova estação jorra água viva
E restaura os sonhos...
Da linda flor que, mesmo sofrendo,
Nunca deixou de amar!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Retalhos de um coração



Perdida dentro de minh'alma
Presa a um passado que ainda não se foi
Lembranças do que poderia ter sido
Um legítimo martírio de amor!


Detalhes que ficaram pra sempre
Espinhos que ainda causam dor
Pétalas de rosas ressequidas no chão
Despedaçadas, pisadas, desperdiçadas...


Quanta alegria não poderia ter dado esta rosa,
Se não fosse por teu coração esquecida?
Quanto perfume não poderia ter ela exalado,
Se não fosse o teu medo de amá-la?


Hoje, é ela quem chora...
Tentando encontrar forças para suportar
Tanto amor que grita em seu peito
Num silêncio mórbido e traiçoeiro.

Suas lágrimas entoam uma melodia
De tons e ritmo tão aveludados...
Que ao chegar no coração dos querubins
Eles se compadecem por ver um anjo sofrer assim!


Como alguém pode não querer ser amado por ela?
Admirados, perguntam entre si.
Como pode alguém não se encantar com esta flor?
Que mesmo triste, brilha mais que o sol!

Agora, entendemos sua dor.
Por mais que resplandeça sua beleza,
Só os puros de coração conseguem vê-la
Porque não se é possível amá-la de qualquer jeito...

Seu coração é jóia preciosa,
Que, mesmo em retalhos,
Reflete a delicadeza do céu
E a singileza do amor!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O escritor e as palavras...


Depois de um breve silêncio, resolvi voltar!

E, como já bem dizia Johan Wolfgang Von Goethe:
"O escritor é um homem que, mais do que qualquer outro, tem dificuldade para escrever"

Parando pra pensar,
Não é estranho?!
Saber que a escrita faz parte do seu dia-a-dia e não conseguir escrever?!
Mas, às vezes me vejo assim:
Perdida em meio a tantas palavras sem saber transferí-las com exatidão para o papel.

Penso que seja mais fácil escrever quando não se sabe...
Pois, o pensamento ganha forma sem precisar de fórmulas.
Foge às regras.
Retrata os sonhos.
Entrega-se sem medo à folha em branco.

O que faz um ser inanimado, como o papel, às vezes ser um obstáculo em minha vida?
Por que na hora de retratar o cotidiano as palavras me são tão amáveis e em outras ocasiões não?

Será que me falta aprender a escutá-las?
Ou apenas me entregar a elas?

Muitas perguntas sem respostas.
Respostas que espero ter com o tempo.

Talvez,
Se todos escritores fossem tão ousados na escrita quanto o são nos pensamentos,
Certamente não teriam tanta dificuldade em escrever.

Acredito que os escritores são como Abraão: pai de muitos filhos.
Possuem uma descendência numerosa. Impossível de contar.

Também são como a mulher grávida:
Sentem todas as dificuldades e alegrias da gestação,
As dores do parto e a felicidade do nascimento.

Pois,
Cada texto é único e amado.
Cada palavra representa um pouquinho de sua genética.
Cada detalhe é importante.

Enquanto me encontro nesse mar de dúvidas e incertezas,
Vou deixando-me conduzir pelas palavras
Que ora querem nascer, ora querem morrer
Ora querem brincar, ora querem dormir
Ora querem sorrir, ora querem chorar...

Mas que no fundo só querem uma coisa:
Encontrar...

O papel que as abracem,
A tinta que as entendam,
A mão que as revelem,
A idéia que as encoragem,
E um coração que as acolham!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O Silêncio...



O silêncio é doçura:
Quando não respondes às ofensas,
Quando não reclamas os teus direitos,
Quando deixas à Deus a defesa da tua honra.


O silêncio é misericórdia:
Quando te calas diante das faltas de teus irmãos,
Quando perdoas sem remoer o passado,
Quando não condenas, mas intercedes em segredo.

O silêncio é paciência:
Quando sofres sem te lamentares,
Quando não procuras consolação junto aos homens,
Quando não intervéns, esperando que a semente germine lentamente.

O silêncio é humildade:
Quando te apagas para deixar aparecer teu irmão,
Quando, na discrição, revelas dons de Deus,
Quando suportas que tuas ações sejam mal interpretadas,
Quando deixas os outros a glória da obra inacabada.

O silêncio é fé:
Quando te apagas, sabendo que é Ele quem age...
Quando renuncias às vozes do mundo para permanecer na Sua presença...
Quando te basta que só Ele te compreenda!
Que esta fonte jorre sentimentos de AMOR!!